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BENVINDANÇAS

bem vindo ao tempo em que centopeia era carro de guerreiros/
bem vindo ao castelo do último vampiro associado ao último dos dragões/
bem vindo ao amor do amor amado na chama louca dos compassos sussurrados pelo deus dos relâmpagos clamados/

bem vindo à torre em que o pirata espreita o sono povoado da princesa, sabendo: conto de fadas é armadilha e só o otário espera compreensão/
bem vindo, sobretudo, à terra de uma política tão incorreta, que dizer o que pensa é obrigatório na luta pela vida que mantém a cabeça no pescoço

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

DÁ CÁ da AMÉRICA



Aonde está a terra inconformada
dos poetas loucos estradeiros,
dos músicos negros do batuque espiritual,
do povo dicavalcântico da favela,
dos revolucionários e dos anarquistas declarados?

Embaixo das botas das coca-colas militares,
multinacionais no toma lá
e provincianas no dá cá da américa profunda
como um esconderijo de piratas
aonde cada estrela é uma caveira de anjo caído

Aonde estão os vagabundos rolando os dados
das trapaças que fizeram do samba
a ópera do oprimido? Nosso tempo
é da bajulação e do escarro, dos mastercardóides
alisando o número como o sexo d'um deus profano

O amor livre é procurado como bandido
expulso das ruas pela igreja dos pornólatras,
a única ousadia é cheirar a doçura
que o luar espalha nos lagos,
cientificamente exatos na frente do céu que espelha nossas faces sem olhos

Aonde a lenda persiste há verdade,
o cavalo da morte visto dos palácios fumegantes
é um garanhão sedento, abertas as portas do espírito:
é um pangaré sem dentes,
resta pisar na lama deixando pegadas no corredor de marfim