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BENVINDANÇAS

bem vindo ao tempo em que centopeia era carro de guerreiros/
bem vindo ao castelo do último vampiro associado ao último dos dragões/
bem vindo ao amor do amor amado na chama louca dos compassos sussurrados pelo deus dos relâmpagos clamados/

bem vindo à torre em que o pirata espreita o sono povoado da princesa, sabendo: conto de fadas é armadilha e só o otário espera compreensão/
bem vindo, sobretudo, à terra de uma política tão incorreta, que dizer o que pensa é obrigatório na luta pela vida que mantém a cabeça no pescoço

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domingo, 31 de outubro de 2010

O BANHO da MULHER AMADA


A lágrima de diamante abre um rio
não mais o deserto é a mão apagada de linhas
o Anjo Metálico caminha nos acordes
da guitarra
buscando a estrada
pois o descompasso do sol
com o sonho muda o desejo

A paixão modulada no delírio
inaugura o compromisso do mendigo
com o tempo, compreenda-se
que a ótica coberta pela luxúria
responde com loucura adulterando
os mapas da liberdade,
as estradas fechadas pelos demônios
travestidos do belo demonstram
que é preciso romper o caos
montando os cavalos do pensamento selvagem.

O Anjo Metálico espalha cometas e luas
agitando a cabeleira e a echarpe,
a estética da busca sem fim
substitui a bucéfala orgia
da eletrônica,
somos querubins fabricando o vinho do deleite
para o banho da mulher amada
repleto de êxtase fumegando asas
e armaduras divinondulantes!
no pátio dos loucos
abandonados pela fêmeas.


O castelo dos seres zodiacais
desfralda bandeiras
enquanto o Anjo Metálico
fecunda a Rainha das Fêmeas
no lago alimentado pela Cachoeira
do Deleite Acquaonírico
para que do teu perfil o sol grave
no solo dos desertos a vontade
de beijar teus lábios como único oásis,
livrando o gênero humano
do Flagelo Pornô redimindo a Carne
e o prazer pelo pouso geométrico
dos astros desfraldados do universo
no cio embandeirado da mulher
que muito mais do que desejo
é uma canção de amor

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ESTRADA de MULHER


Meu amor, estou mergulhado no eterno oceano do nosso amor,
a lua & e os cavalos alados se encontram
sobre as águas repletas desejo, não mais o garoto envia
sinais de fumaça, pois os índios entenderam
que o homem se fez de dentro de Tanto Amor...
dragões distantes enviam charadas & grafites do crepúsculo,
para que possamos armar nossa tenda a beira-mar,
& a saudade de você ainda é tanta,
que o teu rosto distante indica a minha nudez
compartilhada pelo eco do nome teu,
porque chamar-te embaixo das chamas místicas do sol poente
é entender a tua estrada de mulher,
& que do sorriso misterioso
uma canção indica calma.....

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CARRO PREMIADO


Somos pássaros feridos perdidos num vôo mutilado Temos asas vazadas asas murchas
asas na tipóia o sol é a banheira o sol é o carro premiado para nossa cobiça repleta de pirataria
Ah! vamos oferecer a nudez dos nossos corpos como escambo numa oração feita de tatuagens
Estamos presos num cativeiro, os sonhos caem de rosto na lama
estamos isolados da Fé
pelas chamas perfumadas das pedras carnavalescas que iluminam o caminho do abandono
o menestrel desaba rasgando os molambos nos baixos do viaduto
o horizonte coberto pelo sangue do silêncio
- que nós bebemos aclamando o Poder

2

Quanto mais andava o homem sentia-se nos astros vistos de olhos fechados
dentro dele não mais havia o escuro mas um jardim iluminado
cujas estátuas esculpidas nas primeiras pedras do sol
reviravam os olhos metálicos contando a história da paixão
Assim fazia orações aos deuses vitais:
a Amizade o Amor a Compreensão

3

De braços abertos no cume do maior dos penhascos ele bebe banhando-se
nos símbolos trafegantes pelo cosmos e que na terra
traduzimos confusamente na forma do Consumo e da Política
Onde os Querubins que disseram viriam salvar-nos?
Aguardam a queda da mentira, aonde os sonhos feridos
animam a feiticeira a celebrar aliança com o canibal
montados no cavalo sanguinolento

Quando cortaremos a cabeça da Política erguida por nossas mãos remendadas de pregos iniciando a Justiça? em qual gruta dorme o Caçador com a pele do Urso?
como eu durmo sorvendo-te o cheiro do sexo escancarado para o delírio
fazer de mim mais que um deus, um homem enraizando-te nas entranhas

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

NO SONHO


no sonho o arco da lua
dissolve num morro de areia
cujo brilho afasta a escuridão

eu sonho e os anjos marginais
berram o indecifrável
desalinho na ordem

as ruas apodrecem
quando o ovo do dragão racha
caos e sangue escorrem das nuvens

foi então precipitada abismo abaixo
chuva de pérolas q'explodem heróis
e o gueto vence o medo

no sonho o edifício é uma flauta
gigante e a deusa sopra pelas estradas
o segredo do Avante