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BENVINDANÇAS

bem vindo ao tempo em que centopeia era carro de guerreiros/
bem vindo ao castelo do último vampiro associado ao último dos dragões/
bem vindo ao amor do amor amado na chama louca dos compassos sussurrados pelo deus dos relâmpagos clamados/

bem vindo à torre em que o pirata espreita o sono povoado da princesa, sabendo: conto de fadas é armadilha e só o otário espera compreensão/
bem vindo, sobretudo, à terra de uma política tão incorreta, que dizer o que pensa é obrigatório na luta pela vida que mantém a cabeça no pescoço

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

SONHO de AMORA


Sândalus não vestem doutores
quando muito flamejam favores,
outrora o rádio era voz
nada mais repele em nós

Cavaleiro só abate dama com rosa
em funeral,
mesmo assim,
quem disse não sou o tal?

Fanfúrias heavymetem abretesesamus
no sexo agrário das matanças
e Orpheu preferiu o canto intercorrente
dos castrários

Céu decerto pungente pouco ou demoradamente
turmalimna raios esculpidos
espantados gentios desprovios
góticos porém bandidos

Otários esvaziam as peles almas penduradas nas oitavas de sol
tornam-se bolhas de gás dentuças canys bálicas
canários desafinos
banidos vigários

Aonde entra o Amor? aonde festejo a carne?
eu quero além da bella bunda e do coração cantástico
a alma perolada de auroras
e o teu favor de fêmea sem demora

Quero o mino do teu gozo de sonho de amora
enchendo o cálice do deleite
da minha carne que tudo sabre
eu quero do seu amor o tudo a mais no amor se abre



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SONHO de AMORA de ERIKO ALVYM é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
Based on a work at erikoalvym.blogspot.com.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O AMOR É PURO COMBATE


Eu te aguardo aonde a esquina é uma queda profunda,
meu chapéu negro é uma estrela caída,
eu te aguardo, o repertório de monstruosidades
anima o meu Amor que é tão grudado em ti,
nós dois somos um centauro
e a carne humana o néctar do nosso sonho

Eu enfeito o jardim macabro com os anjos despencados
trancafiados nas gaiolas, na hora cruzada
meu pé deixa o número da brasa
na praça dos namoros enfadonhos,
e te entrego suavidades submissas
e o sexo que já não cabe em mim de tanto te querer

Faço bolas de fogo subirem aos céus
derretendo historinhas mal contadas
dedilhando a harpa das tuas coxas escancaradas
banhado no deleite da orgia,
me faço deus das cores portentosas
e mato a fome dos gatos vagabundos

com as digitais dos energúmenos arrancadas

Não sou fotógrafo do apocalipse
mas trato bípedes corruptos a pontapés e coronhadas
e alguma conspiração, que o Amor só vale a pena
se te possuo a púbis esfomeada pela tirania
do deleite mais dramático

o nosso Amor é puro combate

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O AMOR É PURO COMBATE de ERIKO ALVYM é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

AMOR da TUA FIDELIDADE


cabeça cortada desbandeira horizontes
nenhum gigante alua

magias noturnas desingraçam
a pergunta:
ouso conceber universos
qual a face da semelhança
no meu Edem esciturado

anjos rolam primaveras
e o caos é uma pororoca
de olhos videntes
quero a memória
num drinque de sangue
coberto de fogo
- teu corpo é a ordem selvagem

eu quero conhecer a audácia,
no jardim dos seres sonhados
meu coração é uma gruta
aonde queima a chama cheia de música
e o teu corpo é a dança sorrindo
e você toca o Alfa e aciona o Òmega
e eu me descubro concreto no sonho

o Nunca chegou: velho mendigo idiota
vende jormais impressos no vazio
minha foto é uma escuridão
e eu renego a luxúria da miséria
sirvo teu paladar nos doces de olhos amantes
e descosturo as linhas das mãos
escravizando o Amor da tua Fidelidade

pelas palmas extorsivas sexofabuladas de Poder Carnal

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AMOR da TUA FIDELIDADE de ERIKO ALVYM é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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ERIKO ALVYM - ROCK, BLUES & POESIA: BANQUETES

ERIKO ALVYM - ROCK, BLUES & POESIA: BANQUETES: é quando vejo o inerte da minha carne, a lição supersticiosa se faz presente, a morte irrompe coroada de aurora, nua como a terra molh...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

BANQUETES


é quando vejo o inerte da minha carne, a lição supersticiosa se faz presente,
a morte irrompe coroada de aurora, nua como a terra molhada, linda sedução do caos,
e me conduz pela mão, ao lixo a matéria, os títulos, a nobreza idiota dos carros importados, o talão de cheques roubado, o anel maçom atiro no fogareiro dos sem teto,
de agora em diante ando por escalas, vestido com as asas imperiais de anjo,
pratico todos os roubos de sonhos, usurpo almas torturadas
como um bedel que anuncia a punição, carimbo deleites nostálgicos nos velhotes,
de agora em diante com tempo apenas para os amigos,
assumo o lugar de orador nos banquetes meramente espirituais,
sei que todos esperam te possua a vagina sedenta pelo meu canibalismo inquieto,
no entanto, te entrego docemente o sexo na boca profética,
e conspurco a religião oficial do Estado chovendo na tua alma,
então, indigno de pertencer ao céu, dormirei embaixo da árvore
que nunca deu gravetos ás chamas e ouço o que dizem as sombras de tão belo

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BANQUETES de ERIKO ALVYM é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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O ANJO SONHA AZUL


Me desculpe, se nunca fui perfeito,
o nunca fez de mim alguém cujo defeito
é uma chama dardejada pelo sol

Acaso teu silência responde por tristeza
é o meu jeito ignaro da beleza
crescida no semblante maior do teu sofrer

Eu nunca soube amar direito, é certeza,
apenas um estradeiro cuja roupa alveja
na chuva encerrante da estação

Mas, a decadência fula revoltante do meu ser
não é dona do direito de te fazer sofrer,
minha estrada é na distância como teu lago

é uma fatia de céu quente pois o anjo sonha azul

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O ANJO SONHA AZUL de ERIKO ALVYM é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

ÚLTIMA CARTA de AMOR


escrevo a última carta de amor
com o sangue do teu pulso cortado

teu coração liquefaço em pedaços
porque estou morto
então vejo o que no cemitério
é calafrio

bebo teus sonhos pela jugular
e da fogueira rubra
do teu anjo sacrificado
desenho a única aurora
que restou
a verdade machucada
dos beijos que não te dei
sou apenas caveira folheando
memórias
luares borboletam venenos
deliciosos
mas quem disse que enxergar é meu forte?
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ÚLTIMA CARTA de AMOR de ERIKO ALVYM é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

MORTE ao POETA


bebo a última coca cola do planeta
enquanto te espero
as rosas do apocalipse na mão
e os olhos vidrados da fera sexual
atrás d'óculos escuros

preciso de uma revolução fora da rede social
escolho teu corpo e o milagre
é um sorriso de bossa nova ponteado de blues,
quero o anúncio: o sonho do visionário
rasga no out-door, o sonho do visionário

escorre em sangue inundando o metrô

Morte ao poeta! medíocre de tudo
não enxergou a queda da bolsa nas visões,
não elegeu candidatos, não deu carteirada
em bêbado, sequer compôs um samba,
sacripanta sacaneou sertanejos

no teu colo de amada além da cabeça deitada em delírios
inventei a noite porque o teu sexo é a única poesia em decibel
e dirijo o mais louco cadillac estofado nas tuas coxas
a caminho de um banquete brindando nosso sangue,
carnívoro na prece, precoce na insubmissão

não me importa a saparia desafinada nem a lua torta,
guerrilhas religiosas afundam aonde a maré é furiosa,
levo como amigo o macaco no ombro, ele entende o que digo,
unicamente vivendo o amor eterno longe da lei feita de remendo,
mas, sobretudo, amante do teu ser, fêmea teando veludo
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APLAUSO


Quando eu quiser aplauso
deixo que segure o meu pau
na mijada
pegue sua glória
e venda a coroa de brilhantes
falsos
no camelot
eu, daqui, almejo como estrela
a pedra na cabeça
e mais nada
quero leitos espetados de pregos
e sexo de lata,
longe das cabeças concordantes
da boiada

Politicamente correto
é idiota,
centopeia cantora de ópera
mais feroz é a anedota
uma droguinha
e o cotidiano é outro
vatapá de acqualouco
alma penada de brado rouco
o centro da cidade é bom
na multidão tudo é secreto
como é possível comprar ouro
se o gato sorri com dente torto?
como eu disse, não quero aplauso,
sou incorreto demais p'ra levar engodo
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APLAUSO de ERIKO ALVYM é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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ÉBRIO de AMOR


O horizonte
é o recorte
do pássaro
na manhã

Não admira
cavalos alados
não descem
no mesmo lugar

O horizonte
traceja a saudade
quando não te vir
resulta da ida

Ocean'oco
aceno chamas
porque te vejo
maravilhávida

E da lágrima
um anjo
salta
ébrio de Amor
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CARTAS a MIM MESMO


Cavalgo o amor em tarde quente
nenhum pássaro esquece o migro,
cavalgo o amor em tarde escura
é tudo estranho longe do abrigo

Escrevo cartas a mim mesmo
sei apenas como sair,
o lugar do futuro nunca'ncontrei
perdi na chuva a máscara de rei

Qualquer dúvida a lápide fala por mim,
mesmo assim, insisto na queda,
por dentro do mato desapareço
sem apreço, a noite vem quando já me fui

Amor declarado permanece no peito,
pouco importa se morro ausente,
aonde a terra cobrir meu sonho
a canção que te inventei chama teu nome
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ERIKO ALVYM - ROCK, BLUES & POESIA: MEUS OLHOS NEGROS DIZEM

ERIKO ALVYM - ROCK, BLUES & POESIA: MEUS OLHOS NEGROS DIZEM: Um anjo armado de tralhas e embustes me espiona deitado no teto do quarto flutuando sonhos perversos é aonde o animal em mim enfrent...

MEUS OLHOS NEGROS DIZEM



Um anjo armado de tralhas e embustes me espiona
deitado no teto do quarto
flutuando sonhos perversos
é aonde o animal em mim enfrenta a Noite
e do sangue da barbárie colhe uma flor feita de música
eu visto no rosto o reinado cheio de horrores da monotonia
só p'ra passar na vistoria espiritual

Meus olhos são negros: tenho que entender o ouro da bússola
meus olhos negros dizem - não preciso ser vesgo
p'ra trombar com o seu amor
porque no atrapalho apenas na timidez
sexualizo teu sorriso

Mesmo assim finco adagas nos babacas
uma nova ordem exige visão elevada
e pássaros de rapina na dedução
a estrela da lei não é para brilhar no peito aberto
troque os segredos mal assombrados da escritura
a estrada é curva porque a lógica nunca é aparência
mas a égua que eu chamo empina as ancas porque sei teu nome

o pescador tira do mar o eco da pedra da lua
minha capa é o olhar piscado da noite, meu bem,
nela, guardo teus gemidos de amor que me orientam a aurora
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MEUS OLHOS NEGROS DIZEM de ERIKO ALVYM é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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ERIKO ALVYM - ROCK, BLUES & POESIA: PIRATAS

ERIKO ALVYM - ROCK, BLUES & POESIA: PIRATAS: Piratas não tomam café nem levam serviço em casa Piratas todos animais da alma - beberrões mal convidados Eu quero o rum, muito r...

PIRATAS


Piratas não tomam café
nem levam serviço em casa

Piratas todos animais da alma
- beberrões mal convidados

Eu quero o rum, muito rum!
e os tesouros do fundo do mar

pirata crê no Nenhum
e ensina a puta a cantar

Sempre é hora do abalroo
pilhar é o destino por onde eu vou

Quero beber se o sexo é bom,
e bebo mais porque é o meu dom

Quantos mares a minha conquista
aguenta atravessar é coisa pouca
todo pirata persegue a vista
da cidade perdida sem dormir de touca

Nem todos os infernos juntos
podem me deter, só tenho assunto
se o tesouro é muito, pode crer,
meu sonho é sempre, meu só é muito

O meu amor é um sonho de anjo
mas a mulher é a noite
me recebendo inteira, mão na foice,
eu amo demais porque não sou marmanjo

e pelo amor esqueço de mim
porque roubar é o fim
a que vim
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PIRATAS de ERIKO ALVYM é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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MODULANDO o SOL


galo
era o olhar
sem aba

o narco-fugitivo
berrando
derruba muralhas

galo era
claustro é
galo: pé na lama
com Fé,
claustro: olhar aceso
adentro

armadura partida
meus olhos
ficaram no capacete

o cão
- de guia
é o tropeço

nenhum adereço
indica a rua
no inferno

aonde o galo
é uma voz
mudulando o sol

petrisonhado
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