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BENVINDANÇAS

bem vindo ao tempo em que centopeia era carro de guerreiros/
bem vindo ao castelo do último vampiro associado ao último dos dragões/
bem vindo ao amor do amor amado na chama louca dos compassos sussurrados pelo deus dos relâmpagos clamados/

bem vindo à torre em que o pirata espreita o sono povoado da princesa, sabendo: conto de fadas é armadilha e só o otário espera compreensão/
bem vindo, sobretudo, à terra de uma política tão incorreta, que dizer o que pensa é obrigatório na luta pela vida que mantém a cabeça no pescoço

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sábado, 30 de junho de 2012

LADRÃO de TANGERINAS - Poemas - Poemas e Frases - Luso-Poemas

LADRÃO de TANGERINAS - Poemas - Poemas e Frases - Luso-Poemas

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sexta-feira, 29 de junho de 2012

PARANOIA BLUES

eu comerei todos os pombos que arrulham sideralidades metálicas no telhado, verei com olhos de gárgula o que a catedral não ousa revelar, lobos me correm nas veias em pleno milagre do sangue virado vendaval, nenhum táxi aceita me levar: minha bagagem é de mil caveiras faladoras, nem um pouco contentes com a beatice das ordinárias e seus algozes, porém eu tento, porque mantenho um lado apóstolo que só nega o mestre na hora de cortar o pescoço do suspeito, mesmo assim, me desimporta a vaidade de vitórias que se declaradas apenas revelam o quanto de usado carrega o abnegado, por isso prefiro a gargalhada e o absintho, eu não minto, sabe, gosto de plantar no quintal o sonho que revela o quanto de imbecil coroa meu delírio, porque nesta metrópole o trono é de quem sabe o preço do vizinho e paga mais 



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quarta-feira, 27 de junho de 2012

NENHUM HERÓI USA CAPA



a referência do ser perdi no pó sem memória a identidade é um fenômeno geométrico cravos bem temperados espalhados a Oeste do drama e a Leste do esquecimento emitem notas fúnebres e os macacos choram o corpo caído no espelho no país das maravilhas o submundo é apenas um dos muitos infernos nenhum herói usa capa quando se trata de encarar o medo as sementes das rosas deram vermes vejo no ar o pedregulho que um dia foi sol e hoje serve de morada aos urubus e aproveito a deixa saio de cena recolhendo a sombra e o passado marginal aonde a longa escadaria nunca foi do castelo e serve ao tribunal do crime e do castigo macabros como eu sirvo ao sonho em que o estranho anjo de asas sangradas planta linguagens inconcebíveis no canteiro em que minhas mãos aparecem penduradas nos caules das generalidades sem nome eu ainda consigo enxergar os passamentos, ainda que as retinas de vidro expressem desenhos orientais um demônio com a face do delírio guarda a porta do túmulo que na verdade é o palacete da emancipação das coisas poderes aonde espero, apenas, espero o derradeiro choque da personalidade que mesmo morta, diz com exatidão o que ainda sou e um dia farei mais que ser

EU PODERIA AMAR A MULHER

meu esqueleto é uma motocicleta rangedora
não caibo nos mapas bem cantados pela eletrônica
avançar é puro desgoverno
neste tempo das ilhas servirem ao turista

eu poderia amar a mulher poderia
mas o que é podre e pobre impede
que haja amor entre dois

eu conheço a cidade em todas cidades
sei aonde encontro o proibido e o facínora
o que importa o ouro e a aurora
vivo aonde o metal nada voga

deixei a índole de poeta no quarto despejado
porque sonharia a linguagem sublime
se o que impera é o violão medíocre?

vindo a manhã após o lento desregrar do verdadeiro ser
pelo sonho esquecido, visto o rosto do vigarista
e ganho a estrada enquanto o sol nasce
para emocionar idiotas na infantilidade que chamam aurora

domingo, 3 de junho de 2012

CATEDRAL


o perigo das ruas não cala o meu Amor
os demônios que mendiganham procuras
vociferam o anel guerreiro que eu porto no dedo
mas só na alma levo jóias
eu tenho no Amor a arma fumegante
no olhar selvagem caço a presa sideral
porque na tenda Você dança a única saudade
que me sucumbe: o corpo de promessa
catedral dos anjos carnais
eu vivo cambalos da embriaguez que é o seu Amor
nada me submete porque no sexo o cão feroz se faz
eu vendo os sonhos da noite no mercado negro
assim pago o almoço da decadência que restou:
a verdade que o mundo só aceita em títulos contábeis
vocefera verbos de fogo dentro do labirinto
o meu grito de Amor cria outros seres
os poderosos nabos do rei
procuram vítimas mais dóceis
só as garrafas perdidas no Dilúvio informam corretamente
o endereço do Amor que me nutre de Você

BURACOS NEGROS

Sangue sangue sangue sangue
sangue sangue sangue sangue
sol
uma bandeira indecifrável
guia o desfile
ignora-se a regra tônica
e o chamado doentio
permanece suspenso
- pedra e espinha da voz

Cavalos loucos guardam
túmulos de mulheres virgens
seladas nos sexos pela cera dos testamentos
porque o Tempo é um Anjo
sorrindo buracos negros

Apenas no submundo da lua
há castelos repletos de orgias e vampiros
descreio no adeus porque o sol nunca faltou
e se me foi o coração dado de morada à alma
é porque chora em mim um Amor
tão definido que até o nome
do sonho decreta entrega

A mesmice do jornalismo não capta quem chegou,
é de propósito, porque na bagunça
a louca harmonia produz as melhores vítimas

Me conduzi além das muralhas desta cidade
aonde a jurumela atlante do perdão e do arrependimento
provoca gargalhadas nos céus

Eu caminho no labirinto dos jardins loucos
aonde as formigas maiores do que os cães
cultuam o serrote,
redemoinhos de ventos materializam anjos bélicos
só porque a aurora é a bandeja de toda permissividade
do meu sexo devoto de você