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BENVINDANÇAS

bem vindo ao tempo em que centopeia era carro de guerreiros/
bem vindo ao castelo do último vampiro associado ao último dos dragões/
bem vindo ao amor do amor amado na chama louca dos compassos sussurrados pelo deus dos relâmpagos clamados/

bem vindo à torre em que o pirata espreita o sono povoado da princesa, sabendo: conto de fadas é armadilha e só o otário espera compreensão/
bem vindo, sobretudo, à terra de uma política tão incorreta, que dizer o que pensa é obrigatório na luta pela vida que mantém a cabeça no pescoço

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

NENHUM HERÓI USA CAPA



a referência do ser perdi no pó sem memória a identidade é um fenômeno geométrico cravos bem temperados espalhados a Oeste do drama e a Leste do esquecimento emitem notas fúnebres e os macacos choram o corpo caído no espelho no país das maravilhas o submundo é apenas um dos muitos infernos nenhum herói usa capa quando se trata de encarar o medo as sementes das rosas deram vermes vejo no ar o pedregulho que um dia foi sol e hoje serve de morada aos urubus e aproveito a deixa saio de cena recolhendo a sombra e o passado marginal aonde a longa escadaria nunca foi do castelo e serve ao tribunal do crime e do castigo macabros como eu sirvo ao sonho em que o estranho anjo de asas sangradas planta linguagens inconcebíveis no canteiro em que minhas mãos aparecem penduradas nos caules das generalidades sem nome eu ainda consigo enxergar os passamentos, ainda que as retinas de vidro expressem desenhos orientais um demônio com a face do delírio guarda a porta do túmulo que na verdade é o palacete da emancipação das coisas poderes aonde espero, apenas, espero o derradeiro choque da personalidade que mesmo morta, diz com exatidão o que ainda sou e um dia farei mais que ser

EU PODERIA AMAR A MULHER

meu esqueleto é uma motocicleta rangedora
não caibo nos mapas bem cantados pela eletrônica
avançar é puro desgoverno
neste tempo das ilhas servirem ao turista

eu poderia amar a mulher poderia
mas o que é podre e pobre impede
que haja amor entre dois

eu conheço a cidade em todas cidades
sei aonde encontro o proibido e o facínora
o que importa o ouro e a aurora
vivo aonde o metal nada voga

deixei a índole de poeta no quarto despejado
porque sonharia a linguagem sublime
se o que impera é o violão medíocre?

vindo a manhã após o lento desregrar do verdadeiro ser
pelo sonho esquecido, visto o rosto do vigarista
e ganho a estrada enquanto o sol nasce
para emocionar idiotas na infantilidade que chamam aurora