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BENVINDANÇAS

bem vindo ao tempo em que centopeia era carro de guerreiros/
bem vindo ao castelo do último vampiro associado ao último dos dragões/
bem vindo ao amor do amor amado na chama louca dos compassos sussurrados pelo deus dos relâmpagos clamados/

bem vindo à torre em que o pirata espreita o sono povoado da princesa, sabendo: conto de fadas é armadilha e só o otário espera compreensão/
bem vindo, sobretudo, à terra de uma política tão incorreta, que dizer o que pensa é obrigatório na luta pela vida que mantém a cabeça no pescoço

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

MAIS PÚBLICOS DO QUE CÃES


Dizem o não-dito através do sangue
fazendo das tragédias novas formas
de amanhecer desplugadas
da Justiça e do Mito, apenas
esperamos descobertas, agora
sem bandeiras.

Não temos aonde ir.
A beleza e os paraísos são propriedades
e nós, mais públicos do que cães,
esperamos intranquilos e conformados
pelo sol que subjuga a brasa
nos acampamentos.

Neste tempo de pasmaceira há os que clamam
pela rebeldia arrastando as canções nas ruas
abrindo fendas cujos acordes são arco-íris
sobre os miados atmosfeéricos
da viadagem dos vampiros,
regentes da miséria e do vício
injetados na veias repletas de cortes da Aurora,
embora ladrões presenteiem ceias fabulosas aos mendigos.

Este é o ponto da discórdia
o crime prevalece nas portas do Paraíso
até a Perfeição tem descontes,
droga - sagrada como a religião e a herança,
nos becos da Inquisição magistrados loucos
pregam farpas de fogo nas mãos dos perdidos do jogo,
andar na rua já não muda o mundo
rasgo a Colmeia no cabo da guitarra e o céu acorda banhado no ouro,

vou embora levando além da sombra uma flor
crente que o Verão desvanece a festa num bruta estouro



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