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BENVINDANÇAS

bem vindo ao tempo em que centopeia era carro de guerreiros/
bem vindo ao castelo do último vampiro associado ao último dos dragões/
bem vindo ao amor do amor amado na chama louca dos compassos sussurrados pelo deus dos relâmpagos clamados/

bem vindo à torre em que o pirata espreita o sono povoado da princesa, sabendo: conto de fadas é armadilha e só o otário espera compreensão/
bem vindo, sobretudo, à terra de uma política tão incorreta, que dizer o que pensa é obrigatório na luta pela vida que mantém a cabeça no pescoço

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

MORTE ao POETA


bebo a última coca cola do planeta
enquanto te espero
as rosas do apocalipse na mão
e os olhos vidrados da fera sexual
atrás d'óculos escuros

preciso de uma revolução fora da rede social
escolho teu corpo e o milagre
é um sorriso de bossa nova ponteado de blues,
quero o anúncio: o sonho do visionário
rasga no out-door, o sonho do visionário

escorre em sangue inundando o metrô

Morte ao poeta! medíocre de tudo
não enxergou a queda da bolsa nas visões,
não elegeu candidatos, não deu carteirada
em bêbado, sequer compôs um samba,
sacripanta sacaneou sertanejos

no teu colo de amada além da cabeça deitada em delírios
inventei a noite porque o teu sexo é a única poesia em decibel
e dirijo o mais louco cadillac estofado nas tuas coxas
a caminho de um banquete brindando nosso sangue,
carnívoro na prece, precoce na insubmissão

não me importa a saparia desafinada nem a lua torta,
guerrilhas religiosas afundam aonde a maré é furiosa,
levo como amigo o macaco no ombro, ele entende o que digo,
unicamente vivendo o amor eterno longe da lei feita de remendo,
mas, sobretudo, amante do teu ser, fêmea teando veludo
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MORTE ao POETA de ERIKO ALVYM é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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APLAUSO


Quando eu quiser aplauso
deixo que segure o meu pau
na mijada
pegue sua glória
e venda a coroa de brilhantes
falsos
no camelot
eu, daqui, almejo como estrela
a pedra na cabeça
e mais nada
quero leitos espetados de pregos
e sexo de lata,
longe das cabeças concordantes
da boiada

Politicamente correto
é idiota,
centopeia cantora de ópera
mais feroz é a anedota
uma droguinha
e o cotidiano é outro
vatapá de acqualouco
alma penada de brado rouco
o centro da cidade é bom
na multidão tudo é secreto
como é possível comprar ouro
se o gato sorri com dente torto?
como eu disse, não quero aplauso,
sou incorreto demais p'ra levar engodo
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APLAUSO de ERIKO ALVYM é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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ÉBRIO de AMOR


O horizonte
é o recorte
do pássaro
na manhã

Não admira
cavalos alados
não descem
no mesmo lugar

O horizonte
traceja a saudade
quando não te vir
resulta da ida

Ocean'oco
aceno chamas
porque te vejo
maravilhávida

E da lágrima
um anjo
salta
ébrio de Amor
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CARTAS a MIM MESMO


Cavalgo o amor em tarde quente
nenhum pássaro esquece o migro,
cavalgo o amor em tarde escura
é tudo estranho longe do abrigo

Escrevo cartas a mim mesmo
sei apenas como sair,
o lugar do futuro nunca'ncontrei
perdi na chuva a máscara de rei

Qualquer dúvida a lápide fala por mim,
mesmo assim, insisto na queda,
por dentro do mato desapareço
sem apreço, a noite vem quando já me fui

Amor declarado permanece no peito,
pouco importa se morro ausente,
aonde a terra cobrir meu sonho
a canção que te inventei chama teu nome
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ERIKO ALVYM - ROCK, BLUES & POESIA: MEUS OLHOS NEGROS DIZEM

ERIKO ALVYM - ROCK, BLUES & POESIA: MEUS OLHOS NEGROS DIZEM: Um anjo armado de tralhas e embustes me espiona deitado no teto do quarto flutuando sonhos perversos é aonde o animal em mim enfrent...

MEUS OLHOS NEGROS DIZEM



Um anjo armado de tralhas e embustes me espiona
deitado no teto do quarto
flutuando sonhos perversos
é aonde o animal em mim enfrenta a Noite
e do sangue da barbárie colhe uma flor feita de música
eu visto no rosto o reinado cheio de horrores da monotonia
só p'ra passar na vistoria espiritual

Meus olhos são negros: tenho que entender o ouro da bússola
meus olhos negros dizem - não preciso ser vesgo
p'ra trombar com o seu amor
porque no atrapalho apenas na timidez
sexualizo teu sorriso

Mesmo assim finco adagas nos babacas
uma nova ordem exige visão elevada
e pássaros de rapina na dedução
a estrela da lei não é para brilhar no peito aberto
troque os segredos mal assombrados da escritura
a estrada é curva porque a lógica nunca é aparência
mas a égua que eu chamo empina as ancas porque sei teu nome

o pescador tira do mar o eco da pedra da lua
minha capa é o olhar piscado da noite, meu bem,
nela, guardo teus gemidos de amor que me orientam a aurora
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ERIKO ALVYM - ROCK, BLUES & POESIA: PIRATAS

ERIKO ALVYM - ROCK, BLUES & POESIA: PIRATAS: Piratas não tomam café nem levam serviço em casa Piratas todos animais da alma - beberrões mal convidados Eu quero o rum, muito r...

PIRATAS


Piratas não tomam café
nem levam serviço em casa

Piratas todos animais da alma
- beberrões mal convidados

Eu quero o rum, muito rum!
e os tesouros do fundo do mar

pirata crê no Nenhum
e ensina a puta a cantar

Sempre é hora do abalroo
pilhar é o destino por onde eu vou

Quero beber se o sexo é bom,
e bebo mais porque é o meu dom

Quantos mares a minha conquista
aguenta atravessar é coisa pouca
todo pirata persegue a vista
da cidade perdida sem dormir de touca

Nem todos os infernos juntos
podem me deter, só tenho assunto
se o tesouro é muito, pode crer,
meu sonho é sempre, meu só é muito

O meu amor é um sonho de anjo
mas a mulher é a noite
me recebendo inteira, mão na foice,
eu amo demais porque não sou marmanjo

e pelo amor esqueço de mim
porque roubar é o fim
a que vim
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MODULANDO o SOL


galo
era o olhar
sem aba

o narco-fugitivo
berrando
derruba muralhas

galo era
claustro é
galo: pé na lama
com Fé,
claustro: olhar aceso
adentro

armadura partida
meus olhos
ficaram no capacete

o cão
- de guia
é o tropeço

nenhum adereço
indica a rua
no inferno

aonde o galo
é uma voz
mudulando o sol

petrisonhado
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